quinta-feira, 23 de agosto de 2012




Aprendi com o tempo, a olhar o lado de dentro, como quem a olha a roupa e vê o corpo. 

Como quem olha o corpo e vê a alma.

Como quem olha a alma e vê o quê, meu São Francisco? 

(Carlos Rodrigues Brandão).

eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora

quem está por fora
não segura
um olhar que demora

de dentro do meu centro
este poema me olha

(Paulo Leminski)



E para começar, a frase, do Grande Sertão: Veredas, que mais me comove:

“Em Diadorim, penso também – mas Diadorim é a minha neblina...”

E de fato é... a combinação do ar quente e do ar frio, a presença que nas noites e madrugadas permanece levemente comigo.